ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DO USO DE DROGAS PSICOATIVAS E TRANSTORNOS MENTAIS RELACIONADOS AO TRABALHO ENTRE 2015 E 2024
Mots-clés :
Drogas psicoativas, Epidemiologia, TrabalhoRésumé
INTRODUÇÃO: As substâncias psicoativas alteram o funcionamento cerebral, comportamento, humor e consciência. O uso dessas drogas, associado ao estresse constante no trabalho, configura um desafio para a saúde pública. Por certo, o trabalho, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal e social, no século 21, tem impactado diretamente na saúde mental dos trabalhadores. As cargas excessivas, a pressão por produtividade, favorecem os transtornos mentais, como: depressão, ansiedade, síndrome de Burnout. Muitos trabalhadores utilizam medicamentos como estimulantes, benzodiazepínicos e álcool. Assim, é essencial o reconhecimento precoce dos quadros de transtornos, bem como inserir estratégias de prevenção, suporte e reabilitação. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico de indivíduos com transtornos mentais relacionados ao trabalho e uso concomitante de substâncias psicoativas. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo, quantitativo e epidemiológico, utilizando o DATASUS com dados entre 2015 e 2024. As variáveis analisadas foram: número de casos, ano, sexo, região de residência, uso de psicofármacos e raça. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram registrados 1344 casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho com uso de drogas psicoativas. A região Nordeste concentrou metade dos casos. Houve leve predominância feminina (53,57%) e 76% faziam uso de psicofármacos. A maior etnia foi a raça branca (44,8%). O ano com mais notificações foi 2015 (242). Entre 2018 e 2022, os números ficaram abaixo da média anual de 134,4 casos. CONCLUSÃO: A análise revelou a alta incidência de casos, destaque para mulheres brancas do Nordeste, reforçando a necessidade de investigar fatores sociais, econômicos e culturais envolvidos.
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© Revista Saberes da Fapan 2026

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