ENTRE ALGORITMOS E ESTETOSCÓPIOS: A REDEFINIÇÃO DO PAPEL MÉDICO PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Autores/as

  • Maria Eduarda Souza Taveira de Oliveira UniFacid. Teresina - PI.
  • Camilla Ellen Marinho Caldas do Vale Pereira UniFacid. Teresina - PI.
  • Francielly Silva Morais UniFacid. Teresina - PI.
  • Marya Maryana Macêdo Sousa UniFacid. Teresina - PI.
  • Matheus Cruz de Jesus UniFacid. Teresina - PI.
  • Débora Caroline do Nascimento Rodrigues UniFacid. Teresina - PI.

Palabras clave:

Inteligência artificial, Medicina, Bioética, Tecnologia digital, Humanização

Resumen

INTRODUÇÃO: A expansão das tecnologias cognitivas e da inteligência artificial (IA) tem remodelado o cenário da medicina contemporânea, introduzindo novas possibilidades diagnósticas e terapêuticas. Contudo, tais avanços também suscitam preocupações éticas, como a perda da dimensão humana e afetiva no cuidado. A crescente digitalização da prática médica, marcada pelo uso de robôs, big data e softwares de apoio clínico, impõe a necessidade de repensar a relação médico-paciente, preservando a empatia e a escuta como pilares do cuidado. OBJETIVO: Refletir sobre as implicações éticas e bioéticas do uso da inteligência artificial e da digitalização na medicina, analisando o papel do médico diante da integração entre tecnologia e cuidado humano. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados SciELO, utilizando os descritores "inteligência artificial" AND "medicina", em português e inglês, com filtros de tempo entre 2020 e 2025. Foram identificados 20 artigos, sendo selecionado o estudo "Bioética clínica, deliberação e digitalização da medicina" (Revista Bioética, 2024) pela pertinência à temática proposta. RESULTADOS: O artigo evidencia que o desenvolvimento tecnológico, embora amplie a precisão diagnóstica e otimize o processo clínico, tende a distanciar o médico do paciente, substituindo a escuta e o vínculo humano por decisões baseadas em algoritmos. O autor ressalta que a reflexão bioética é essencial para orientar a inserção prudente da IA, garantindo que a tecnologia sirva ao cuidado e não o substitua. A prática deliberativa e a competência comunicativa emergem como diretrizes éticas centrais, assegurando que o atendimento permaneça centrado no paciente. Assim, a bioética clínica é apresentada como ferramenta indispensável para equilibrar o progresso tecnológico e o cuidado humanizado. CONCLUSÃO: A medicina digital deve ser guiada por valores éticos que resgatem a essência do cuidado humano. A inteligência artificial pode ser uma aliada poderosa, desde que submetida à deliberação moral e ao julgamento prudente do profissional de saúde. O médico do futuro deve integrar o raciocínio técnico às virtudes da empatia e da comunicação, garantindo que, mesmo entre algoritmos e máquinas, a humanidade continue sendo o centro do ato médico.

Publicado

2026-07-09