EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR FEBRE REUMÁTICA NO BRASIL (2015–2024): IMPLICAÇÕES PARA NA VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO
Keywords:
Febre reumática, Mortalidade, EpidemiologiaAbstract
INTRODUÇÃO: A doença denominada febre reumática (FR) é uma resposta autoimune decorrente de faringoamigdalites não tratadas, cuja etiologia está relacionada ao agente Streptococcus beta-hemolítico do grupo A. Esse microrganismo pode afetar o coração, as articulações, a pele e o cérebro. Ainda que prevenível, a enfermidade representa importante causa de morbimortalidade cardiovascular no país. OBJETIVO: Analisar os casos de óbitos por febre reumática aguda entre os anos de 2015 e 2024. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos na plataforma DATASUS – Sistema de Informação de Saúde do SUS, especificamente no SIM – Sistema de Informações sobre Mortalidade. As variáveis analisadas foram: faixa etária, ano (de janeiro de 2015 a dezembro de 2024) e as cinco macrorregiões do Brasil. RESULTADOS: No período de 2015 a 2024, foram notificados 521 óbitos causados por febre reumática aguda. O ano com o menor número de notificações foi 2024, com 38 (7,29%), e o ano com o maior número foi 2021, com 63 (12%) do total. Quanto ao sexo, predominou o masculino, com 266 (51%). A faixa etária mais acometida foi a de 70 a 79 anos, com 119 (22,8%), e a menos acometida foi a de 1 a 4 anos, com 2 (0,3%). Em relação às regiões do Brasil, a maior prevalência de óbitos ocorreu na região Nordeste, com 188 (36%), e a menor na região Norte, com 26 (5%) do total. CONCLUSÃO: Constata-se que o perfil de óbitos por febre reumática no Brasil, entre os anos de 2015 e 2024, é composto predominantemente por casos ocorridos na região Nordeste, na faixa etária de 70 a 79 anos, com destaque para o ano de 2021. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado das faringoamigdalites estreptocócicas, a fim de evitar complicações futuras. Destaca-se, ainda, o papel do médico na aplicação dos achados epidemiológicos e na orientação de políticas públicas de prevenção.
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