INTERSECCIONALIDADES ENTRE BIOPOLÍTICA, EDUCAÇÃO E INFÂNCIA: DE FOUCAULT À FREIRE, UMA ANÁLISE SOBRE A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO
Palabras clave:
Biopolítica; Direitos Humanos; Educação; Infância; InterseccionalidadeResumen
O artigo propõe uma reflexão crítica acerca das formas pelas quais o sujeito é construído socialmente, a partir da articulação entre biopolítica, práticas educativas e a perspectiva interseccional. A partir do pensamento de Michel Foucault, o texto examina como os dispositivos de poder e saber operam historicamente na regulação da infância, evidenciando o papel das instituições escolares na normatização dos corpos e na produção de subjetividades. Em diálogo com Paulo Freire, o artigo contrapõe essa lógica disciplinar com uma pedagogia emancipatória, centrada no reconhecimento da infância como sujeito histórico e político. A interseccionalidade, por sua vez, é mobilizada como ferramenta analítica para compreender como marcadores sociais (como gênero) atravessam as experiências infantis, intensificando mecanismos de exclusão e desigualdade. Ao estabelecer pontes entre Foucault e Freire, a análise busca tensionar os limites e possibilidades da educação como espaço de resistência e transformação. A infância não é uma etapa natural e universal, mas uma construção histórica atravessada por relações de poder que podem tanto oprimir quanto libertar, a depender das práticas pedagógicas e políticas adotadas. O texto contribui, assim, para a ampliação do debate crítico na educação de forma comprometida com a justiça social e os direitos humanos. A metodologia do trabalho consistiu em pesquisas bibliográficas realizadas através de abordagens hipotético-dedutivas.
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