Proposta de intervenção educativa mediante avaliação do consumo alimentar e do estilo de vida em escolares
Mots-clés :
Promoção da saúde; Estado nutricional; Ingestão de NutrientesRésumé
Uma alimentação deficiente na infância é fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis que, se não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem se perpetuar até a vida adulta. Foi objetivo deste estudo realizar um diagnóstico epidemiológico nutricional em escolares, matriculados no ensino fundamental, do ensino privado em Palmas, Tocantins e, a partir do levantamento das fragilidades comportamentais, propor uma intervenção educativa. Trata-se de estudo transversal, em que foram realizadas avaliações antropométrica e dietética, e anamnese sobre hábitos e estilo de vida. Subsequentemente, um ciclo de 10 oficinas foi proposto e testado em estudo piloto na população de crianças estudadas. Participaram do estudo 53 crianças, a maioria do sexo feminino (60,4%), com idade média de 90,3 ± 3,3 meses e prevalência de eutrofia (64,7%). No entanto, observou-se 33,3% das crianças com excesso de peso; e consumo elevado de alimentos industrializados e ultraprocessados (68,4%). Quanto ao consumo diário de macronutrientes e energia, 65,8% apresentaram ingestão adequada de carboidratos, 94,7% de proteínas, 39,5% de lipídeos e 71,1% de energia. No que se refere à ingestão diária de micronutrientes, apenas a vitamina B12 apresentou nível elevado de adequação (78,9%). Para os outros micronutrientes avaliados observou-se elevadas prevalências de inadequação, sendo para vitamina A (89,5%), vitamina D (97,4%), cálcio (97,4%) e ferro (52,6%). Com base nessas observações, identificou-se a necessidade de intervenção educativa para a promoção de saúde e hábitos alimentares mais saudáveis no grupo estudado.
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