DOENÇA VENOSA CRÔNICA EM SERVIDORES ADMINISTRATIVOS UNIVERSITÁRIOS
PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS
Resumo
Introdução e objetivo: A Doença Venosa Crônica (DVC) possui elevada prevalência global, mas há escassez de dados na população brasileira. Este estudo objetivou determinar a prevalência de DVC em servidores administrativos do Setor de Ciências Biológicas da UFPR e correlacioná-la a variáveis antropométricas e laborais, além de desenvolver material educativo preventivo. Métodos: Estudo transversal realizado em 2024 que incluiu 23 voluntários a partir de uma amostra de 40. Avaliou-se: classificação clínica CEAP (Clinical-Etiology-Anatomy-Pathophysiology), composição corporal por bioimpedância multifrequencial, nível de atividade física (IPAQ) e resistência de plantiflexores (teste de elevação de calcanhares). Criou-se um e-book educativo focado na prevenção. Utilizaram-se os testes de Fisher e Mann-Whitney, adotando p < 0,05 como critério de significância. Resultados: A média de idade dos voluntários foi de 42,3±10,4 anos, 56,52% apresentaram % de gordura corporal elevada, a maioria permanecia mais de 8 horas diárias na posição sentada e menos de 40% eram fisicamente ativos. A prevalência de DVC foi de 86,96%, sendo que 47,83% (n=11) foram classificados com Insuficiência Venosa Crônica (IVC - CEAP ≥3). O grupo com IVC tinha mais idade (47,55±11,41 vs. 37,58±6,89 anos; p=0,018), maior % gordura corporal (p=0,036) e eram menos ativos fisicamente (p < 0,001). A aceitação do e-book foi expressiva, com 88,64% de avaliações positivas. Conclusão: A prevalência de DVC foi de 86,96% e a IVC associou-se a maior idade, excesso de gordura corporal e inatividade física, reforçando a importância de ações preventivas no ambiente laboral.
Palavras-chave: Insuficiência Venosa; Composição Corporal; Atividade Física; Prevalência.
