CORRELAÇÃO ENTRE SENSIBILIDADE E FUNCIONALIDADE EM PACIENTES COM AVC AGUDO NA UTI
Resumo
O acidente vascular cerebral (AVC) provoca alterações no componente sensório-motor, que estão relacionados com mobilidade e independência em atividades de vida diária. O objetivo deste estudo foi identificar se há correlação entre sensibilidade e os níveis de força e funcionalidade em pacientes com AVC agudo. Foi realizado um estudo transversal prospectivo, na unidade de terapia intensiva (UTI) neurológica de um hospital escola. Foram selecionados pacientes com AVC isquêmico ou hemorrágico, que apresentaram hemiparesia, com idade de 18 a 60 anos, de ambos os sexos. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e hemodinâmicos e aplicados escala de sensibilidade Fugl-Meyer (EFM), o Medical Research Council (MRC) e a escala de mobilidade em UTI (EMU). Foram incluídos sete pacientes, idade média de 50,57±6,37 anos, 71% do sexo masculino, verificou-se predomínio de AVC hemorrágico (57%) e hemiparesia à direita (57%), força muscular média de 49 pontos, nível de mobilidade funcional médio de sete pontos e média de quatro pontos na avaliação de sensibilidade pela EFM. Não foram verificadas diferenças significativas (p>0,05) na localização da hemiparesia, força muscular, mobilidade funcional e na sensibilidade entre os pacientes com AVC isquêmico e hemorrágico. Não foram identificadas correlações significativas entre os escores da EFM e o MRC (r=-0,14 p=0,75) nem entre a EFM e a EMU (r=-0,20 p=0,65). Concluiu-se que não houve correlação entre sensibilidade e força muscular e entre sensibilidade e funcionalidade nos pacientes com AVC agudo internados na UTI neurológica.
Palavras-chave: AVC. UTI. Sensibilidade. Funcionalidade.
