ESTADO FUNCIONAL DE SOBREVIVENTES À DOENÇA CRÍTICA DIAGNOSTICADOS COM COVID-19

UM ESTUDO DE COORTE

Autores

  • Nair Fritzen dos Reis Universidade Federal de Santa Catarina
  • Fernanda Rodrigues Fonseca Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das vias Aéreas
  • Thaís Albanaz da Conceição Universidade Federal de Santa Catarina
  • Diego Martins Universidade Federal de Santa Catarina
  • Hellen Fontão Alexandre
  • Flavia Del Castanhel Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas
  • Ana Carolina Starke Universidade Federal de Santa Catarina
  • Rosemeri Maurici da Silva Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Introdução: A maioria das pessoas infectadas por COVID-19 apresenta sintomas leves a moderados, no entanto, aqueles que desenvolvem uma forma grave da doença necessitam de hospitalização e, cerca de 20%, de cuidados intensivos. Objetivo: Comparar o estado funcional de sobreviventes à doença crítica diagnosticados com COVID-19 em quatro meses com um ano após a alta hospitalar. Método: Estudo longitudinal e prospectivo com pacientes adultos diagnosticados com COVID-19 que internaram em unidade de terapia intensiva (UTI). Foram avaliados o estado funcional, funcionalidade e capacidade funcional. Resultados: Participaram do estudo 52 pacientes com média de idade de 50,1±11,8 anos, a maioria era do sexo feminino (51,9%) e obesos (71,4%). A maioria dos pacientes necessitou de ventilação mecânica invasiva (VMI) (88,5%), permanecendo nesta condição por mediana de 9,0 (7,0-12,0) dias. As medianas de tempo de internação na UTI e hospitalar foram, respectivamente, de 11,0 (8,3-16,0) e 19,5 (14,0-29,3) dias. No geral, houve melhora do estado funcional em um ano no comparativo com quatro meses após a alta hospitalar para todas as variáveis na análise quantitativa (p<0,001 a p=0,017). Na análise qualitativa, apenas a velocidade usual de marcha em quatro metros não obteve diferença (p=0,125). Contudo, 22 (42,3%) e 19 (37,3%) dos pacientes ainda permaneciam com força muscular e capacidade funcional reduzidas. Conclusão: Houve prejuízo do estado funcional após a internação em UTI, mas que melhora ao longo do tempo. Entretanto, entre um terço e metade dos pacientes seguem disfuncionais após um ano da alta hospitalar, podendo impactar na qualidade de vida desses indivíduos.

Palavras-chave: Cuidados críticos; COVID-19; Estado Funcional; Força muscular; Desempenho Físico Funcional.

Biografia do Autor

Nair Fritzen dos Reis, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Pós-Graduada no Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde com ênfase em Alta Complexidade do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui título de mestre e doutora pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina; além de Pós-Graduação Lato Sensu em Preceptoria Multiprofissional na área da Saúde.

Fernanda Rodrigues Fonseca, Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das vias Aéreas

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina e em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Possui título de mestre em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina e doutora pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Nutrição Clínica Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Thaís Albanaz da Conceição, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Pós-Graduada no Programa de Residência Multiprofissional em Saúde com ênfase em Alta Complexidade do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina. Título de especialista profissional em Terapia Intensiva, com área de atuação no Adulto, pela ASSOBRAFIR-COFFITO. Mestre em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Doutora em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Diego Martins, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Fisioterapia pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. Especialização em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. Mestrado em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Doutorado em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Hellen Fontão Alexandre

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Especialização em Fisioterapia Respiratória pela ASSOBRAFIR/COFFITO. Mestrado em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Doutorado em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Flavia Del Castanhel, Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas

Possui graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Especialização em Educação Especial pela Universidade Alcance. Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Ana Carolina Starke, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Regional de Blumenau. Pós-graduada em Fisioterapia Respiratória em Terapia Intensiva pelo Centro Universitário de Belo Horizonte. Pós-graduada em Fisioterapia Cardiovascular pela Residência Multiprofissional em Saúde Cardiovascular do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista Profissional em Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto pela ASSOBRAFIR. Mestrado Profissional em Pesquisa Clínica pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Rosemeri Maurici da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina.  Doutorado em Ciências Pneumológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

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Publicado

06-05-2026

Como Citar

Fritzen dos Reis, N., Rodrigues Fonseca, F., Albanaz da Conceição, T., Martins, D., Fontão Alexandre, H., Del Castanhel, F., … Maurici da Silva, R. (2026). ESTADO FUNCIONAL DE SOBREVIVENTES À DOENÇA CRÍTICA DIAGNOSTICADOS COM COVID-19: UM ESTUDO DE COORTE. Revista Brasileira De Reabilitação E Atividade Física, 14(2), 1–8. Recuperado de https://estacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/rbraf/article/view/4211

Edição

Seção

Artigos