REFLEXÕES SOBRE A (DIS)TENSÃO ENTRE REGULAÇÃO E EMANCIPAÇÃO SOCIAL

HÁ DIREITO DOS OPRIMIDOS?

Autores

  • Lucas Campos Ferreira Universidade Vale do Rio Doce
  • Ângela Vitória Andrade Gonçalves da Silva Universidade Vale do Rio Doce
  • Letícia Vasconcellos Moreira Universidade Vale do Rio Doce
  • Bernardo Gomes Barbosa Nogueira Universidade Vale do Rio Doce

Resumo

Historicamente, o direito caracterizou-se como instrumento de combate a reivindicações emancipatórias, considerando que instrumentalizou, por meio da regulação, técnicas de inclusão do contrato social, sem com isso ameaçar a estrutura basilar que sustenta o capital. Vê-se o movimento reformista quando se avalia a história do Direito do Trabalho, por exemplo, e a proteção dos direitos sociais, que surge a partir das resistências da organização coletiva. Contudo, essa estratégia que se voltava à compatibilização do capitalismo e da democracia, deparara-se, na década de 1980, com a crise do seu paradigma político traduzindo uma crise da regulação/emancipação, ou ainda da transformação social. Assim, passa a florescer o neoliberalismo, que no lugar de inviabilizar a compatibilidade entre o capital e a democracia, a reforça, com o conservadorismo assumindo novas vestes, e ao invés de evidenciar as linhas abissais existentes na realidade, as silenciam. Na falácia da igualdade, inexiste crítica, havendo a necessidade de traçar caminhos alternativos a este destino sombrio do fim dos tempos. Nessa tentativa, esse trabalho se debruçará sobre o seguinte questionamento: poderá o direito ser instrumento de combate às armadilhas do neoliberalismo dada sua estrutura homogeneizante? Entendendo o importante papel do direito e sua instrumentalização na sociedade, buscar-se-á, partindo da revisão bibliográfica, analisar papel do direito/regulação como expressão da violência e da hegemonia de grupos dominantes, em detrimento dos oprimidos – colocados após a linha abissal, e na manutenção dos pilares do capitalismo enquanto instrumento de obnubilação de movimentos sociais emancipatórios, aprisionando lhes na regulação de grupos dominantes.

 Palavras-Chave: Direito. Emancipação. Violência. Neoliberalismo.

 

Biografia do Autor

Lucas Campos Ferreira, Universidade Vale do Rio Doce

Bolsista da FAPEMIG no projeto de pesquisa e iniciação científica da UNIVALE, com foco em Direito, Literatura e Território. Especialista em Filosofia e Economia. Pós graduando em Direito Penal; Imobiliário e Notarial. Bacharel em Criminologia pela Universidade Anhanguera (2024).Bacharelando em Direito pela Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE (2022 - atual). Bacharelando em Ciências Contábeis pela UFBRA (2026 - atual). Bacharelando em Administração pela Faculdade São Francisco de Assis (2026 - atual). Integrante do Núcleo Interdisciplinar de Educação, Saúde e Direitos (NIESD) do Mestrado em Gestão Integrada do Território. Membro do Observatório Crítico da Lei Penal - UNIVALE.lucas.ferreira2@univale.br. http://lattes.cnpq.br/4352622483765696. https://orcid.org/0009-0002-4063-9434.

Ângela Vitória Andrade Gonçalves da Silva, Universidade Vale do Rio Doce

Mestra em Gestão Integrada do Território. Professora e coordenadora na Rede Doctum unidade de Manhuaçu no curso de Direito. Membro do Núcleo Docente Estruturante do curso de Direito da Rede Doctum. 

Letícia Vasconcellos Moreira, Universidade Vale do Rio Doce

Mestranda em Gestão Integrada do Território

Bernardo Gomes Barbosa Nogueira, Universidade Vale do Rio Doce

Estágio de Pós-Doutoramento na Faculdade de Direito de Vitória (FDV/ES). Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, com estágio de doutoramento na Universidade de Coimbra. Mestre em Ciências Jurídico-Filosóficas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Especialista em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto. Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete. Líder do Grupo de Pesquisa/CNPq – Núcleo Interdisciplinar Educação, Saúde e Direitos (NIESD). Atualmente é professor do curso de Direito e do Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do Território da Universidade do Vale do Rio Doce. Professor da Faculdade de Direito Milton Campos, do Instituto de Mediação Aplicada e do SUPREMO.

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Publicado

03-07-2026

Edição

Seção

Artigos