PAÍSES LUSÓFONOS E SUAS CONSTITUIÇÕES FEDERAIS

UMA ANÁLISE COMPARATIVA DA LEGIBILIDADE TEXTUAL

Autores

Resumo

A comunicação simples em órgãos públicos é essencial para garantia do cumprimento de leis e medidas adotadas, principalmente em situações de urgência, como crises econômicas, desastres naturais previsíveis, emergências sanitárias e climáticas, ou mesmo, quando se faz referência às principais diretrizes que organizam o Estado. Emendas constitucionais, resoluções, instruções normativas, medidas provisórias, leis e outros documentos oficiais são instrumentos úteis para assegurar a ordem e o controle social por meio da comunicação. No entanto, a complexidade da linguagem técnica utilizada na gestão pública torna a compreensão desses atos normativos desafiadora para muitos cidadãos. Esse tema, que envolve a legibilidade dos textos oficiais, tem sido objeto de estudo de muitas pesquisas, que buscam alertar a gestão pública para a adequação de documentos oficiais mais acessíveis ao público geral, considerado alfabetizado. Neste contexto, o estudo propõe uma análise comparativa da legibilidade das constituições federais dos países lusófonos, fazendo uso do software de Análise de Legibilidade Textual (ALT). A análise busca avaliar se a comunicação legal nesses países atende aos princípios de acessibilidade, transparência e democracia. O resultado mostra que São Tomé e Príncipe e Timor-Leste se destacam por apresentar as melhores condições de legibilidade textual, facilitando o entendimento e a aplicação dos princípios constitucionais. Em contrapartida, Guiné-Bissau apresentou a menor legibilidade, com uma maior incidência de sentenças longas. Enquanto o Brasil, embora apresente uma legibilidade moderada, tem um texto extenso e é o país com maior frequência de palavras complexas.

 Palavras-chave: Compreensibilidade; Comunicação da gestão pública; Mundo lusófono.

Biografia do Autor

Geislayne Carvalho Costa, Escola Cidadã Integral Técnica Professor Bráulio Maia Junior

Estudante de publicidade da ECIT Bráulio Maia.

Annick Wainy Medeiros de Souza, Universidade Federal de Rondônia - UNIR

Estudante de Licenciatura em F´ísica da UNIR.

Naiara dos Santos Rochinski, Universidade Federal de Rondônia - UNIR

Estudante de  Licenciatura  em  Física  pela UNIR.

Gleice Carvalho de Lima Moreno, Universidade Federal de Rondônia - UNIR

Doutora em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Docente do Departamento de Física da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

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Publicado

03-07-2026

Edição

Seção

Artigos